Saiba como as empresas podem sobreviver à crise do coronavírus e o que esperar para os próximos meses com a quarentena.

Vale a pena começar um negócio durante a crise?

4 min de leitura

Sobreviver à crise do coronavírus é uma questão que ronda a cabeça dos empresários. Além disso, para eles também é importante pensar em como fazer os negócios renderem mais. Com o fechamento do comércio local em uma medida preventiva, estima-se uma perda de R$ 100 bilhões nos próximos meses, de acordo com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Para entender mais sobre esse cenário, convidamos o economista e professor da FGV, Mauro Rochlin, para conversar conosco sobre qual deve ser a mentalidade das empresas para sobreviver à crise.

Como esse momento deve ser encarado para sobreviver à crise?

Para sobreviver à crise, é preciso ter cautela. A máxima do ponto de vista financeiro, segundo Rochlin, está no dilema entre rentabilidade e risco. “Isso que orienta qualquer aplicação financeira. Se você quer mais rentabilidade maior tende a ser o risco para o investidor. Se você quer mais segurança, você aceita menor rentabilidade”.

Ou seja, quem quer rentabilidade, aceita correr riscos e quem quer maior segurança, concorda com uma menor rentabilidade. Mas segundo o economista, o momento não é para buscar grandes ganhos. “O empresário deve focar na segurança de seu negócio nesse período”, afirma.

Afinal de contas, um dos desafios mais proeminentes e com o qual a empresa deve lidar é a falta de demanda ou de captação de clientes. Isso atrelado ao isolamento social, lockdown, restrições de deslocamento configuram um cenário que pode não parecer um dos melhores.

Mas apesar do medo, a necessidade de consumir continua. Nesse sentido, é crucial encontrar formas de continuar faturando para garantir o fluxo de caixa. Por isso, os processos precisarão se adaptar e se tornar cada vez mais digitais e tirar o máximo proveito das tecnologias disponíveis para reverter o jogo.

Devo abrir um negócio agora ou espero?

Para o economista Mauro Rochlin, negócios podem ser abertos, mas é preciso avaliar o segmento. “Não existe um impeditivo ‘Você não deve abrir um negócio!’, mas, por exemplo, se você estiver pensando em uma empresa de turismo ou voltada para o mercado imobiliário, não seria o melhor momento. No entanto, se for algo voltado a delivery e serviços online, então você encontrará um mercado mais favorável”.

Por isso, para não correr tantos riscos e sobreviver à crise, é preciso fazer um planejamento cuidadoso da sua empresa, pesar as oportunidades que se apresentam e saber os tipos de recursos que vão ser utilizados.

O olhar deve estar nas mudanças de hábito

Como dito anteriormente, é inegável que os serviços de delivery e a adoção de plataformas de e-commerce estão crescendo. “Oferecer a possibilidade de vendas online e entregas em domicílio tem sido a alternativa perfeita para diversos segmentos sobreviverem à crise”, aponta Rochlin.

O aplicativo iFood, por exemplo, adotou uma série de medidas para auxiliar os restaurantes em meio à crise. Em março, a startup de entrega de refeições ofereceu R$ 50 milhões de suas receitas para um fundo de assistência aos restaurantes cadastrados.

Invista em estratégias digitais para sobreviver à crise

Ainda alinhado às tendências e o olho no mercado, investimento em marketing digital e estratégias de inbound marketing, com foco nas necessidades dos consumidores, deve ser o ponto de atenção das empresas.

Aproveite, também, para investir em sites personalizados para a sua empresa com a ferramenta TIM Empresa Digital UOL Host. Você encontra centenas de layouts de sites e e-commerce prontos para editar de acordo o perfil da sua empresa.

Assim, em um só lugar, você pode montar seu site de forma sofisticada, com galerias de fotos e vídeos, adicionando redes sociais e criações de animações incríveis para deixa-lo com aparência profissional de forma simples e intuitiva.

É preciso ter um olho atento às mudanças de comportamento e aproveitar as oportunidades digitais
É preciso ter um olho atento às mudanças de comportamento e aproveitar as oportunidades digitais

Novas oportunidades para setores específicos

Junto a essa ascensão dos serviços de entrega e lojas virtuais, os padrões de consumo estão mudando. E o bom empreendedor consegue adaptar seus negócios de acordo com essas mudanças. Como exemplo, Rochlin aponta o setor de educação.

“As plataformas de reuniões à distância como o Zoom revolucionaram o conceito de aulas online. Elas não são apenas aulas gravadas. Com elas, os alunos conseguem interagir entre si e com os professores, o que torna a troca muito mais interessante”.

O futuro para as empresas frente à COVID-19

Não só a área da educação está sendo radicalmente mudada, como também antigos serviços e setores que conhecíamos e que agora se tornam mais acessíveis e baratos.

Por isso, para sobreviver à crise e mitigar os riscos, fique de olho nas mudanças de demandas de seus clientes e invista no digital!

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